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  • Dr. Bruno Burjaili

TUMOR CEREBRAL


Todo o nosso corpo é, basicamente, formado por células, que são como tijolos em uma grande construção. Cada tijolo tem funções específicas, gerenciadas pelo código genético, o DNA. Quando a genética falha, a célula passa a se multiplicar sem ordem e formar um acúmulo de células rebeldes. Esse acúmulo é o tumor. Geralmente, é em forma de massa, de nódulo. De modo simplista, essa massa pode empurrar o que está em volta, mantendo seus contornos, e ser chamada de benigna, ou pode se misturar com essa vizinhança, sem que possamos definir seus contornos, sendo, assim, chamada de maligna. Quando o tumor é cerebral, mesmo o benigno pode ser desafiador, porque está próximo de regiões delicadas, ou exige que passemos por essas regiões para atingi-lo. Os malignos são ainda mais difíceis, pois se infiltram nos tecidos cerebrais da sua periferia, que tendem a ter funções muito importantes e não podem ser eliminados, como é feito em outros órgãos (a chamada margem de segurança). Por outro lado, há tumores cerebrais benignos que não causam sintomas e, muitas vezes, não precisam ser removidos. É fundamental que o paciente seja avaliado por uma boa equipe de Neurocirurgia, bem como, conforme a situação, de Oncologia, para que ele e sua família entendam o problema com clareza e para que as condutas sejam definidas com critério.

Mús: Body and Soul (Thelonious Monk)

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